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Organizações se manifestam contra ações nas universidades no final do segundo turno eleitoral

Sinpro/Caxias recomenda a leitura de algumas notas emitidas por entidades

Diversas organizações que representam professores emitiram notas públicas sobre o que aconteceu durante a semana em universidades do país.

- Policiais e fiscais de tribunais eleitorais investiram, nesta semana que antecede o segundo turno presidencial, contra universidades públicas, alegando suposta propaganda eleitoral irregular. Até a manhã da sexta, 26 de outubro, tiveram atividades interrompidas, material apreendido, foram notificadas pelo Ministério Público ou receberam a visita da polícia as universidades públicas: UFRRJ, UFPB, UERJ, UFU, UFAM, UCP, UniRio, UEPB, UFMG, UFG, UNEB, UCP, UFMS, UFRJ, UFERSA, Unilab, UFF, Unifei, UFBA, UFCG, UFMT, UENF, UEPA, UFGD, UNESP Bauru, UFSJ, UFRGS, UFFS e IFB.

Considerando que as instituições de ensino, em qualquer nível, devem ser lugar de debate, de aprendizagem, de democracia, de liberdade e seus integrantes, como todos os cidadãos, têm o direito constitucional de promover debates, elaborar análises e de se manifestarem politicamente, o Sinpro/Caxias recomenda a leitura de algumas notas emitidas por entidades.

A nota da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee) manifesta sua indignação com a arbitrariedade e se solidariza com diretores, professores, estudantes e funcionários das instituições agredidas. 

Os reitores, através da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) emitiram alerta questionando: “Em qual mundo se pronunciar a favor da democracia, contra assassinatos, contra o fascismo ou contra a ditadura pode ser considerado como irregularidade jurídica na propaganda eleitoral?”

A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), do Ministério Público Federal emitiu nota pública na qual aponta como potencialmente incompatíveis com o regime constitucional democrático iniciativas voltadas a impedir a comunidade discente e docente de universidades de manifestarem livremente seu entendimento sobre questões da vida pública no país.