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Faculdade demite mais de mil professores após Reforma

Faculdade demite mais de mil professores apos reforma

A reforma trabalhista, projeto do governo ilegítimo de Michel Temer que entrou em vigor no início do mês passado, já vem prejudicando milhares de trabalhadores.

As vítimas mais recentes foram os professores da Universidade Estácio, no Rio de Janeiro. A instituição informou que demitiu 1,2 mil docentes que eram registrados em carteira este mês. Essas vagas serão preenchidas novamente em janeiro, mas com o salário mais baixo.

A manobra é uma possibilidade que foi aberta com a nova legislação. Pela reforma trabalhista, as empresas podem demitir em massa sem negociação com o sindicato da categoria e podem ainda oferecer contratos de trabalho mais “flexíveis”.

De acordo com a Estácio, os professores demitidos ganhavam uma remuneração “acima do mercado”.

Os cortes da Estácio, neste sentido, são apenas a ponta de lança de um movimento de enxugamento que, segundo o consultor Romário Davel, sócio da consultoria especializada em educação Atmã Educar, pode ganhar força ao longo de 2018. Segundo dados da Atmã e divulgados pela revista Exame, a Kroton aloca 19,8% de sua receita para gastos com professores, enquanto a média de instituições isoladas está em 41%. A Estácio gasta quase isso: 40%.

Reação

A Contee e suas entidades filiadas informaram que tomarão medidas jurídicas contra a demissão dos professores pelo grupo Estácio. “Os números falam por si só. Demissão em massa, rebaixamento de salários e precarização das relações de trabalho não visam a “manter a sustentabilidade” - ou uma empresa que, em meio a uma alardeada crise econômica no país, como lucro que chega a quase R$ 150 milhões não se pode dizer sustentável? O objetivo é aquele que sempre orientou as grandes empresas de ensino com capital aberto no Brasil, entre as quais a Estácio ocupa o segundo lugar no ranking, atrás apenas da Kroton: a ampliação de seus ganhos, por meio da transformação da educação em mercadoria e de nenhuma preocupação com estudantes e trabalhadores. A reforma trabalhista vem servir como uma luva a esse propósito”, afirma a Contee em nota.

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Com Revista Fórum, Portal Exame, UOL e Contee