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Como defender a aposentadoria? Agenda de mobilização visa impedir a reforma da Previdência

Dia do Trabalhador unificado e abaixo-assinado estão entre as ações previstas

Depois da realização do Dia Nacional de Lutas, na última sexta-feira (22/03), a mobilização contra a reforma da Previdência de Bolsonaro (PSL) avança para outras etapas

O Sinpro/Caxias integrou o Dia Nacional de Lutas em defesa da Previdência em Caxias do Sul. Diversas categorias realizaram ações nos locais de trabalho durante o dia e no final da tarde, apesar da chuva, houve concentração para ato público na praça Dante Alighieri, reunindo centenas de caxienses.

A mobilização em Caxias se somou ao que ocorreu em cidades de todo o país. Conforme avaliação dos dirigentes das principais centrais sindicais do país (CTB, CUT, Força Sindical, Nova Central, CGTB, Intersindical e Conlutas), reunidos na terça-feira (26/03), em São Paulo, foram positivos os atos e manifestações realizados no dia 22 de março. Assim, a reunião das centrais definiu os próximos passos da jornada nacional de luta em defesa da aposentadoria e da Previdência Social. As ações planejadas têm dois eixos: esclarecer e conscientizar a população sobre o teor da reforma e convencer os parlamentares a votarem contra a proposta.
 

Dia do Trabalhador, abaixo-assinado e possibilidade de greve geral

O 1º de maio deste ano será organizado de forma conjunta, com a participação de todas as centrais sindicais em um único ato e com uma palavra de ordem que é consenso entre todos: "Não à reforma de Bolsonaro", que acaba com a possibilidade de aposentadoria para milhões de brasileiros, além de reduzir o valor dos benefícios de quem já é aposentado e de quem conseguir se aposentar. Antes disso, como preparação para o 1° de maio, na próxima terça-feira, 2 de abril, as centrais irão lançar um abaixo-assinado contra a reforma, que deverá se estender para todo o país e será entregue ao Congresso após o Dia do Trabalhador. As centrais têm como unanimidade a possibilidade de chamar uma greve geral caso a reforma avance na Câmara.

Gabinete do senador Paim em Caxias do Sul
O Centro de Integração Paulo Paim estará na praça Dante Alighieri, em Caxias do Sul, na manhã de quinta-feira (28/03), das 9h30min às 15h30min. O objetivo é conversar com a população para tirar dúvidas em relação à reforma da Previdência. 

Pílulas
A Contee, confederação que representa os professores dos estabelecimentos do ensino privado, lançou “pílulas” contra a reforma da Previdência. São pequenos vídeos que denunciam os impactos nefastos da proposta.


Debate
O Sinpro/RS promoverá, no dia 30 de março, um debate sobre a reforma da Previdência. O evento acontecerá no Hotel Embaixador (Rua Jerônimo Coelho, 354), em Porto Alegre, das 9h às 13h. O Debate será composto por dois painéis. O primeiro, Reforma da Previdência: necessidade ou interesse, contará com a participação do senador Paulo Paim, do deputado federal Paulo Pimenta e do sindicalista Claudir Nespolo, presidente da CUT/RS. O segundo, As perspectivas e aposentadoria dos professores,terá à mesa a economista Anelise Manganelli, do Dieese, o advogado Tiago Kidricki, da ABA; e a advogada previdenciária Diana Lunardi dos Santos. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas no site do evento. As vagas são limitadas.

Reaja Agora!
O site Reaja Agora traz o Aposentômetro, uma calculadora da aposentadoria, além do espaço Na Pressão, que ajuda os cidadãos a pressionarem os deputados para que votem contra a reforma da Previdência de Jair Bolsonaro. A maneira como a reforma afetaria a vida das pessoas também é mostrada no site, com diferenciações para cada segmento, como servidores, professores e pessoas com deficiência.

Tramitação continua
A primeira etapa da tramitação da reforma na Cãmara dos Deputados é a votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O presidente desta comissão, deputado Felipe Francischini (PSL-PR) informou na terça-feira (26/03) a intenção de colocar a reforma em votação na comissão no dia 17 de abril. Enquanto isso, o governo Bolsonaro divulga na imprensa formação de força-tarefa para aprovação da reforma da Previdência. Por isso é ifundamental a mobilização de todos os professores, categoria fortemente impactada pela proposta, para defender a aposentadoria.