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Cine Debate traz longa "No"

Longa "No" será exibido em Cine Debate

Promovido com apoio do Sinpro/Caxias, o Cine Debate do mês setembro terá a exibição do longa “No” (Não), dia 17 de setembro, às 19h, no auditório do Sindiserv. O debatedor convidado é o sociólogo Carlos Roberto Winckler. A atividade é promovida pelo Sindiserv, com apoio de CPERS, Sintep/Serra e Sindicato dos Bancários de Caxias do Sul e Região, além do Sinpro/Caxias. 

Aclamado no Festival de Cannes e indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro, a obra do diretor Pablo Larraín conta — inserindo alguns personagens fictícios na realidade da época — como foi a campanha do plebiscito que tirou do poder o ditador Augusto Pinochet, em 1988.

Ficha Técnica:

Data de lançamento: 2012 
Direção: Pablo Larrain
Roteiro: Pedro Peirano
Indicações: Oscar de Melhor Filme Estrangeiro

Elenco:

Gael García Bernal como René Saavedra
Alfredo Castro como Lucho Guzmán
Antonia Zegers como Verónica Carvajal
Diego Morera como Comandante Cadera
Luis Gnecco como José Tomás Urrutia
Marcial Tagle como Costa
Néstor Cantillana como Fernando Arancibia
Jaime Vadell como Ministro Fernández
Pascal Montero como Simón

Resumo do Filme

O cenário se passa no ano de 1988. Pinochet estava sofrendo pressão internacional para legitimar seu governo — afinal de contas em 1973 ele não foi eleito pelo povo — e convocou um plebiscito junto à população.

A opção “sim” mantinha o ditador no poder, enquanto o “não” obrigava-o a convocar eleições diretas para presidente no ano seguinte.

O governo não acreditava na derrota, enquanto a esquerda não acreditavam na vitória. Mas ela queria aproveitar os 15 minutos diários que teriam durante um mês em todas as rádios e TVs chilenas pra expor as mazelas causadas pela repressão.

No meio disto tudo está o personagem René Saavedra, vivido pelo ator Gael García Bernal, um publicitário, filho de exilados, que viveu boa parte da vida no México e acreditava que a campanha do “não” deveria funcionar como algo alegre, e não como uma mensagem pesada contra a repressão.

Saavedra, o grupo de profissionais da publicidade e os coordenadores políticos da campanha que trabalharam a favor do “não” conseguiram mostrar que o povo chileno podia acabar com a ditadura de Pinochet usando as urnas. A opinião pública internacional estava de olho no plebiscito, o que passava uma certa segurança, mas não garantia o resultado final, caso fosse desfavorável a Pinochet, pois ele tinha as Forças Armadas do seu lado.

A equipe do “não” deveria inclusive, durante a campanha, mostrar que grande parte da população não queria a ditadura, o que ajudaria na percepção do resultado final contra possíveis manipulações. Por isso a violência do Estado deveria ficar meio “de lado” na campanha, pois o povo tinha que perder o medo de expressar sua opinião, deveria ir para as ruas e apoiar o “não”.

A peça que inspirou o filme, um monólogo chamado “El plebiscito”, de Antonio Skármeta, nunca subiu aos palcos. Mas o filme conseguiu, com maestria, passar a mensagem. Outro trunfo do diretor Pablo Larraín foi fazer o filme como se ele fosse uma espécie de documentário filmado na época do plebiscito. Usando câmeras U-matic 3:4, Larraín reproduz a atmosfera da década de 1980 de uma forma que quando nós vemos os vídeos originais das duas campanhas, nós não sentimos qualquer diferença entre as filmagens da época e as que foram feitas recentemente. Talvez, se tivesse usado os equipamentos digitais que existem hoje, ele não conseguiria o mesmo resultado.

Fonte: https://historiazine.com/por-que-assistir-o-filme-chileno-no-80607b02afdd