Menu

Caxias do Sul integrada às mobilizações pela educação e contra a reforma da Previdência

Estudantes e representantes de movimentos sociais se reuniram na praça pela manhã e no final da tarde

O Dia Nacional de Luta em defesa da educação e da aposentadoria foi marcado por manifestações também em Caxias do Sul, apesar do clima excepcionalmente frio na data.Foto Rose Brogliato Estudantes e representantes de movimentos sociais se reuniram pela manhã e no final da tarde, na Praça Dante Alighieri.  O protesto foi contra os cortes nas universidades públicas e o privatizante projeto Future-se, lançado pelo Ministério da Educação. A mobilização aconteceu uma semana depois da aprovação em segundo turno da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados e a preocupação com o futuro dos trabalhadores foi demonstrada nos discursos das lideranças. 

Os veículos de comunicação repercutiram o movimento. Para Liliane Viero, da diretoria do Sinpro/Caxias, "os profissionais da educação estão adoecendo por conta da instabilidade causada pela reforma da Previdência", conforme declarou em entrevista para a Rádio Caxias. Ela salientou também que a dFoto Luiza Castro/Sul21iminuição do orçamento para educação afeta o desenvolvimento do ensino. 

Em entrevista para o jornal Pioneiro, a presidente do Sindicato dos Servidores Municipais (Sindiserv), Silvana Piroli, afirmou: “Estamos aqui em resistência aos ataques do atual governo à área da educação e à previdência. Que futuro pode ter um país que não investe em educação?”. Já o presidente da União Caxiense dos Estudantes Secundaristas (UCES), Gabriel de Oliveira Souza da Silva, reforçou que “todas as pautas levantadas aqui são pelo nosso futuro”. Para o presidente do núcleo local do Sindicato dos Professores e Funcionários de Escolas do Rio Grande do Sul (Cpers), David Carnizella, a educação vive um processo de “sucateamento” no governo Eduardo Leite. “Estão anunciando um processo seletivo para contratações emergências, sendo que poderiam fazer isso por meio de concurso público. Querem diminuir os professores concursados para facilitar o processo de terceirização”, afirmou o presidente ao jornal.Foto: Gibran Mendes/Contee

O ato somou-se às demais manifestações sobre o mesmo tema que ocorreram em várias cidades do país. No Rio Grande do Sul, foram realizadas manifestações em Pelotas, Rio Grande, Alegrete, Passo Fundo, Caxias do Sul, Santa Cruz do Sul, Santa Maria e Santo Ângelo. Em Porto Alegre, pela manhã, professores estaduais realizaram uma aula pública em defesa da educação em frente ao Palácio Piratini, sede do governo do estado. A atividade foi seguida de ato unificado e caminhada a partir da Esquina Democrática até a UFRGS, reunindo mais de 30 mil pessoas. 

Mais de 200 municípios de todas as regiões do país levaram cerca de 900 mil pessoas para as ruas. Em Brasília, capital da República, o movimento coincidiu com outro importante ato: a 6ª Marcha das Margaridas, reunindo cerca de 100 mil participantes especialmente mulheres do campo, da floresta e das águas, reafirmando a defesa de temas como a terra, a água, as práticas agroecológicas, o combate à violência de gênero, a saúde e, claro, as políticas de educação e a Previdência Social.

Com informações de: CUT, Pioneiro, Contee, Rádio Caxias, Extra Classe e Sul 21 - Fotos Rose Brogliato (Sinpro-Caxias), Luiza Castro (Sul21) e Gibran Mendes (Contee).