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Diálogo para superar as crises atuais

O tema do diálogo é uma continuidade da campanha de 2020, sobre cuidado mútuo

Diante de um país tumultuado, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic) lançaram, no dia 17 de fevereiro, a Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2021 com o tema  “Fraternidade e Diálogo: compromisso de amor” e o lema “Cristo é a nossa paz: do que era dividido, fez uma unidade”.

De acordo com o secretário-geral da CNBB, dom Joel Portella Amado, a campanha será voltada ao diálogo para a superação das polarizações e das violências que marcam o mundo atual, em especial no contexto da política e da pandemia de covid-19. “O vírus, já tão letal em si mesmo, encontrou aliados na indiferença, no negacionismo, no obscurantismo, no desprezo pela vida. Sejamos portanto aliados na responsabilidade, na lucidez e na fraternidade”, disse durante o lançamento virtual da campanha.

EM DEFESA DA VIDA

A campanha da fraternidade é tradicionalmente realizada pela Igreja Católica em parceria com instituições cristãs desde a década de 1960, no período de 40 dias que antecede a Páscoa. O texto-base da campanha deste ano condena a violência contra mulheres, negros, indígenas e LGBTs. Também desaprova o negacionismo em relação ao coronavírus, com direito a críticas à atuação do governo federal e à postura das igrejas em relação ao distanciamento social. Isso tem incomodado ultraconservadores, que têm protagonizado ataques aos envolvidos na campanha.

Desde 2000, a campanha abordou os seguintes temas: 2000 – “ Dignidade humana e paz” e lema “Novo milênio sem exclusões”; 2005 – “Solidariedade e paz” e lema “Felizes os que promovem a paz”; 2010 – “Economia e Vida” e lema “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro”; 2016 – “Casa Comum, nossa responsabilidade” (tratou do meio ambiente e saneamento básico) e lema “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca”.

De acordo com a CNBB, a Campanha da Fraternidade tem como gesto concreto a coleta de recursos para apoio a projetos sociais relacionados à temática da campanha. Em 2019, o Fundo Nacional de Solidariedade distribuiu mais de R$ 3,8 milhões, atendendo a mais de 230 projetos. Em 2020, por causa da pandemia, não ocorreu arrecadação.

Com informações de Agência Brasil e Carta Capital.