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"A mídia é o primeiro poder"
 
O auditório lotado na Câmara dos Vereadores de Caxias do Sul, na noite de 4 de julho, conferiu atento a palestra “Mídia e Poder no Brasil - No cenário de ameaças à democracia e aos direitos”, do jornalista Juremir Machado da Silva, com apoio do Sinpro/Caxias.
 
Autor de livros fundamentais para contar a história e refletir sobre o presente no Brasil, Juremir surpreende pelo olhar aguçado, pelo bom humor e por uma análise sociológica laureada pela Universidade de Sorbonne/Paris, na qual se tornou doutor em Sociologia.
 
O jornalista deixou claro, de início, como vê a capacidade de influência dos meios de comunicação: “quem acredita que a mídia é o quarto poder está completamente desatualizado. Hoje, a mídia é, totalmente, o primeiro poder”.
 
Para Juremir,     "estamos vivendo tempos sombrios que vão piorar”.     Segundo ele, os empresários brasileiros querem continuar com Temer para fazer as reformas. “Querem manter no poder o primeiro presidente brasileiro a ser acusado de corrupção em pleno exercício de mandato”, disse. “Houve um golpe no Brasil com o objetivo de destruir o pouco bem social conquistado nos últimos 14 anos e implementar o projeto neoliberal”, completou.
 
"É bom que os empresários digam que querem a manutenção do governo Temer porque isto desmascara que houve realmente golpe no Brasil, já que o governo Dilma foi deposto com o pretexto da anticorrupção. Quando a população não vai mais às ruas nem bate panela, deixa claro que, se a economia vai bem, a anticorrupção pode ficar para depois. Voltamos ao tempo do rouba mas faz. O empresariado brasileiro não se importa com a corrupção”, afirmou.
 
O jornalista também chamou atenção para a atuação dos poderes constituídos no Brasil, em especial o Judiciário. Segundo ele, no Brasil, as leis não se aplicam de forma uniforme a todos os brasileiros. “No tocante aos escândalos de corrupção, temos pessoas que foram presas preventivamente há dois anos, ainda estão presas, e já foram absolvidas em segunda instância por falta de provas, e pessoas que possuem diversas provas, inclusive filmadas, e que não estão presas”, explicou.
 
Tendo lançado recentemente o livro “Raízes do conservadorismo brasileiro: a abolição na imprensa e no imaginário social”, Juremir fez diversos paralelos entre o momento atual – de perda de direitos – e a abolição da escravatura. “Assim como em 1888, a imprensa constrói um discurso de que os direitos sociais impedem o desenvolvimento da economia. Para a mídia hegemônica, hoje, ser contra as Reforma da Previdência ou Trabalhista, assim como defender a abolição da escravatura em 1888, é ser irresponsável e antipatriótico”, falou.
 
Juremir é também escritor, professor da PUCRS, colunista do Correio do Povo e apresentador do programa Esfera Pública, na Rádio Guaíba. Sua farta produção literária é resultado de uma maneira de pensar cada vez mais característica dos nossos dias: pensar em movimento.
 
O evento foi organizado     pelo Coletivo de Comunicação Alternativa, um grupo de profissionais caxienses que se organizam para promover outros olhares sobre temas sociais. Teve     patrocínio do Sindicato dos Servidores Municipais de Caxias do Sul (Sindiserv) e do Iplan Caxias – Assessoria, Consultoria e Serviços. Apoiaram, além do Sinpro/Caxias, o Sindicato dos Bancários de Caxias do Sul e Região, o Sindicomerciários de Caxias do Sul e a Delegacia Regional da Serra Gaúcha do Sindicato dos Jornalistas do RS (SindJors).
 
Fotos: Daniela Xu  
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